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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

UMA GRIPE PERIGOSA


Durante inverno, motoristas devem redobrar os cuidados contra o vírus H1N1

A Gripe A, causada pelo vírus H1N1, continua na lista das doenças mais comuns e perigosas do inverno. A transmissão é feita de pessoa a pessoa principalmente por meio de tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de indivíduos infectados. Por conta disso, a melhor maneira de prevenção continua sendo mudanças nos hábitos de higiene tais como lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão; jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar; evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes; não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo; não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal e suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença.
Os sintomas são bem parecidos com os da gripe porém alguns diferenciais como febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço,  inapetência e, em alguns casos, vômitos e diarreia, devem ser considerados sinais de alertas para procurar assistência médica.
Outra medida segura adotada pelo Ministério da Saúde é a campanha nacional de vacinação como prevenção. É importante destacar que a vacina é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado e os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios que pode trazer.
No caso dos motoristas de caminhão, principalmente aqueles que cruzam a fronteira e estão diariamente em contato com diversas pessoas é muito importante redobrar a atenção e os cuidados a fim de evitar a contaminação pelo vírus H1N1. A região Sul, por exemplo, segundo autoridades locais da área de saúde, já contabiliza 108 mortes por gripe A este ano.
Até amanhã (18/07) a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) estará promovendo uma campanha de vacinação para funcionários de transportadoras internacionais, funcionários de despachantes aduaneiros e motoristas da região principalmente aqueles que não têm acesso ao Porto Seco de Uruguaiana.
Apesar da campanha nacional de vacinação ter se encerrado no último dia 1 de junho o grupo de risco (crianças de seis meses a dois anos, idosos acima de 60 anos, gestante, profissionais da área de saúde e indígenas) ainda pode receber a dose. É importante lembrar também que diversos laboratórios no País aplicam a vacina composta por três tipos de vírus causadores da gripe, dentre eles o H1N1, ao preço médio de R$ 70,00.
Como evitar o contágio:
- Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão;
- Utilizar produtos à base de álcool;
 - Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
- Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
- Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
- Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
- Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença.

domingo, 27 de maio de 2012

Regulamentação deve aumentar contratação de motoristas no país


A regulamentação da profissão de motorista, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no início do mês, deve aumentar a contratação de condutores e contribuir para preencher a demanda de vagas do mercado, que busca mão de obra qualificada. Considerada um avanço pelas empresas de transporte de cargas e de passageiros, a lei valoriza a categoria e pode atrair novos profissionais.
De acordo com o presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga), Eduardo Rebuzzi, a medida traz progresso para a categoria. “Enfrentamos um déficit de profissionais no mercado, justamente pelo desinteresse pela profissão. Atualmente, muitos motoristas se colocam em situação de risco durante a atividade”, destaca.
Rebuzzi acredita que novos profissionais podem ser contratados, uma vez que a regulamentação proíbe o trabalho por mais de quatro horas ininterruptas sem o registro de um intervalo mínimo de 30 minutos de descanso. O tempo de direção só poderá ser prolongado por mais uma hora até que o motorista encontre um local seguro e com infraestrutura adequada para repousar.
“Quando se estabelece um limite para o excesso de jornada, temos o impacto da redução do tempo de direção de cada profissional. Com o passar do tempo, o próprio cliente, ao contratar um serviço de transporte, saberá das mudanças na forma de atuação das empresas”, diz Rebuzzi à Agência CNT de Notícias.
Segundo o dirigente da Fetranscarga, as transportadoras terão que cumprir a lei e duplas de motoristas devem ser contratadas. “Quem tiver uma carga emergencial, precisa ter a consciência de negociar com uma empresa que ofereça dois condutores”, explica.
Para Rebuzzi, a criação dessas regras, mais rigorosas, pode despertar o interesse dos jovens pela profissão – a estimativa é que no Rio de Janeiro, por exemplo, faltem aproximadamente oito mil profissionais.
Sobre o aumento dos custos, em razão da contratação de novos motoristas, Rebuzzi admite que os valores podem ser repassados aos clientes. “Houve uma mudança de patamar e, para termos a mesma velocidade e o mesmo nível dos serviços, devemos aplicar o custo compatível” afirma.

Transporte de passageiros
Na área de transporte de passageiros, a regulamentação não deve surtir o mesmo efeito que o registrado no setor de cargas. Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Minas Gerais (Fetram), Waldemar Araújo, a maioria das empresas já está atenta à questão da jornada de trabalho dos motoristas, que não pode ser excessiva.
“A fiscalização da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] é bastante rigorosa em linhas interestaduais. Além da conscientização dos próprios funcionários, as empresas são severas com relação ao cumprimento de itens como pontos de parada, descanso e seleção de dois motoristas, em caso de viagens longas”, explica Araújo.
No entanto, ele destaca que a contratação de novos profissionais pode ser necessária no caso de empresas menores, de fretamento ou de turismo.

Sest Senat
Como a regulamentação da profissão traz direitos à categoria, o que pode atrair novos trabalhadores para essa função, o Sest Senat oferece gratuitamente cursos de formação de motoristas em todo o Brasil. O objetivo é atender à demanda das empresas e formar mão de obra qualificada para o transporte de cargas e de passageiros.
Além das aulas práticas, o aluno aprende sobre noções de cidadania, mecânica, preservação do meio ambiente e qualidade no atendimento. Entre os requisitos, o candidato deve ter carteira de habilitação nas categorias C, D ou E. Interessados podem procurar uma das unidades do Sest Senat em todos o país.
Segundo o presidente da entidade, senador Clésio Andrade, os cursos são uma oportunidade de qualificação para quem deseja ingressar nessa atividade, cuja regulamentação traz garantia de melhores condições de trabalho. "A lei é rigorosa e visa, principalmente, a segurança no trânsito e a saúde dos motoristas", destaca.
FONTE: Agência CNT