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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Scania apresenta primeiro Euro 6 para uso municipal


Há mais de um ano veículos Euro 6 da Scania já circulam pelo território europeu. Desde então, os novos modelos tem sido testados por clientes e pela imprensa local. Agora a montadora sueca anunciou uma nova aplicação, até então inédita, para o Scania G 480 8×2: limpagem de esgotos.

O entre-eixos do modelo facilitou o encarroçamento de uma unidade de silenciadora do mesmo tamanho da que era usada em veículos Euro 5, mantendo as aplicações do caminhão inalteradas. Apesar da compacidade, a unidade silenciadora contém todos os elementos necessários para o complexo processo de pós-tratamento Euro 6.
“Mesmo instalando uma carroçaria complexa sobre os chassis Euro 6, o trabalho era bastante simples”, diz Brian Stage, diretor da implamentadora dinamarquesa J Hvidtved Larsen A/S. “A carroçaria é idêntica à que montado num veículo Euro 5, que é uma grande vantagem do ponto de vista de custo e tempo de espera.”
O Scania G 480 8×2 conta com um motor de 13 litros, 480 cv e 2.500 Nm de torque. O Scania P 310 4×4, que era usado nesta aplicação, tem um motor Euro 5 de 9 litros e é em torno de 700 kg mais leve que o veículo de 13 litros correspondente.
A legislação Euro 6 entrará em vigor 31 de dezembro de 2012 na Europa. Incentivos para encorajar os operadores a investir em tecnologias mais limpas estão sendo adotadas pelas autoridades de alguns países europeus.

terça-feira, 1 de maio de 2012

VW 24.280 dispensa Arla 32, atende Euro 5 e mantém as características essenciais de um campeão de vendas


Enquanto todos os caminhões com motorização Euro 5 têm a dura missão de convencer os clientes que possuem vantagens econômicas além das ecológicas, o VW Constellation 24.280 Advantech 6×2, sucessor do caminhão mais vendido do Brasil, o VW Constellation 24.250 6×2, está com a vida bem mais tranquila. O pessoal de engenharia da MAN Latin America, inteligentemente, procurou não mexer muito nas características do campeão e, com uma boa dose de ousadia, resolveu dotar o caminhão com o sistema EGR (normalmente utilizado em furgões e vans).
Aliás, a MAN é a única fabricante que oferece caminhões Euro 5, acima de oito toneladas, que dispensa o tanque de Arla 32. E isso não é pouca coisa, especialmente em um mercado onde, no momento, o que não faltam são dúvidas sobre a nova tecnologia SCR. Acredito que não seja necessário explicar que o sistema EGR não usa o Arla 32 mas não pode prescindir do diesel S-50 para cumprir as metas de emissão estabelecidas pelo Proconve P7.
Quando você bascula a cabina do VW 24.280 o que salta aos olhos é o novo motor com o logo MAN, batizado de D08 de 6,7 litros, seis cilindros e potência aumentada para 271 cv. Há espaço para recirculação dos gases e o bicho ficou mais robusto com dois turbocompressores e sistema de injeção Common Rail.
No primeiro trimestre deste ano o VW 24.250, Euro 3, ainda foi o caminhão mais vendido do mercado. Só em março foram 1.095 unidades comercializadas. Mas o sucessor do campeão pega o bastão com o pé direito e seis unidades já estão rodando na distribuição de bebidas para um cliente do porte da Coca-Cola.
Dentro da cabine, na hora de dirigir, é possível entender porque o sucesso de vendas deste caminhão também está relacionado a algo que engenheiro não costuma dizer, mas os caminhoneiros apreciam: simplicidade. O painel de instrumentos é novo, mas não ficou muito distinto do painel do modelo anterior. São muitas novas funções, em razão das medições eletrônicas do novo sistema EGR, mas as informações permitem entendimento rápido e amigável. E isto é tão importante para o condutor quanto para a saúde do equipamento.
No teste prestamos atenção no que realmente mais interessa aos caminhoneiros: indicador de seleção de marcha, consumo de combustível, rotação do motor, nível de combustível, consumo instantâneo de combustível, horímetro, nível de óleo do motor, temperatura do óleo do motor e, ao centro, o pequeno display do computador de bordo. Batendo os olhos é possível saber, rapidamente, marcha, velocidade ou alerta de alguma falha no veículo.
A tocada merece elogio. O VW 24.280, com a nova transmissão ZF, de nove velocidades, possui proteção contra erros de operação (não permite, por exemplo, que você engate uma marcha não condizente com a rotação do motor). Tentamos forçar uma barbeiragem do tipo: sair de uma nona marcha e engatar uma quarta a 60 km por hora. O que, por certo, causaria danos ao motor e nas engrenagens. A alavanca se posiciona mas assim que você tira o pé do pedal de embreagem o sistema de transmissão ignora o movimento errado e mantém a nona marcha.
Na condução normal, e mesmo naquelas acelerada mais forte, as trocas são macias, e curtas, o que proporciona bastante conforto ao motorista. A cavalaria do motor MAN, quando solicitada, com o pé no acelerador, responde muito bem e o ataque do torque de 1050 Nm proporciona faixa plana mais elástica o que reflete imediatamente em melhor aproveitamento do combustível. Traduzindo: mais economia.
O caminhão responde segura e confortavelmente bem, em grande faixa reta, velocidade constante de 70 km/h com rotação baixa e econômica na faixa verde. E na hora de uma ultrapassagem, a redução é precisa, engate macio e, com leve pressão do pé no acelerador, é suficiente para subir o giro e o motor enche rapidamente entregando real sensação de potência a quem está ao volante.
Com dez toneladas de lastro enfrentamos boas rampas em aclive com total tranquilidade, a estabilidade em curva permite segurança confiável e, nas descidas mais acentuadas, o freio motor no cabeçote, com potência de 200 cv, mantém firme o caminhão a baixas velocidades sem necessidade daquele aperreio de ficar cutucando o pé no pedal do freio.
O Volkswagen Constellation 24.280, da linha Advantech, tem o DNA do campeão de vendas de seu antecessor, com melhorias técnicas eficientes, mas simples, cujo principal objetivo é mantê-lo na liderança do segmento. O fato de usar o sistema EGR em vez do SCR é demonstração clara do velho e sábio ditado “em time que está ganhando não se mexe”. No caso do VW 24.280 foi preciso mexer, é claro, por força da lei, mas mexeram pouco, bem pouco! O que, neste caso, é uma grande vantagem!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Caminhões: retomada nas vendas ocorrerá no 2º semestre


O III Fórum da Indústria Automobilística, realizado nesta segunda-feira, 9, no Golden Hall do WTC, em São Paulo (SP), teve grande espaço dedicado aos veículos comerciais. O segmento de pesados passa por momento complicado no mercado nacional. A falta de políticas e ações de incentivo por parte do governo para a compra de caminhões menos poluentes e o grande volume produzido de modelos Euro 3 no fim do ano passado, hoje encalhados nas concessionárias por conta da pequena antecipação de compras, já começam a tirar o sono dos fabricantes instalados por aqui. 

Durante o painel Cenários para Veículos Comerciais, executivos do setor até tentaram minimizar as dificuldades, atribuindo a retração do primeiro trimestre à desinformação por parte dos frotistas quanto aos benefícios da motorização Euro 5, ao fraco desempenho econômico do País e ao achatamento dos fretes. “A partir de junho, com a efetivação da redução da taxa do Finame, deveremos ter uma retomada e o mercado deverá fechar com baixa de apenas 12% ante o excelente 2011”, projeta o diretor de vendas e marketing da Iveco, Alcides Cavalcanti. 
Na visão do diretor de vendas, marketing e pós-vendas da Man Latin America, Ricardo Alouche, o momento não é de crise, mas de transição. “Nosso programa de produção está normal e será mantido. Os cortes que deveriam ser feitos foram realizados no ano passado e não temos planos de parar a produção”, afirma. O executivo acredita que com o fim dos estoques, hoje beirando 30 dias de venda, o consumidor voltará a comprar. Em alguns fabricantes, vale ressaltar, os estoques chegam aos 60 dias. 
Para o assistente técnico da NTC, Antônio Lauro Valdivia Neto, a elevação do custo operacional em torno de 6% com modelos Euro 5, as variações de preços do Arla 32 e a desinformação dos médios e pequenos frotistas são os principais motivos da baixa. “O alto preço cobrado pelo Arla 32 em alguns locais assusta os transportadores”, afirma. Por outro lado, o diesel S50 vem sendo vendido dentro dos padrões, apenas R$ 0,05 mais caro do que o diesel tradicional. De acordo com o Valdivia Neto, incentivos fiscais para a aquisição do combustível deverão aumentar a distribuição do S50, já que os donos de postos se sentirão mais confiantes para a compra do produto que, até então, tem baixíssima saída pelo baixo volume de modelos Euro 5 na praça. 
Enquanto a situação para os pesados se mantém complicada, para os leves o panorama é mais tranquilo. “O mercado de caminhões leves cresce de forma sustentável por conta das restrições de circulação impostas para os modelos pesados. Acredito que neste segmento a transição será suave e não deverá ser percebida”, aposta Cavalcanti, uma vez que os modelos da marca para tal segmento são dotados da tecnologia EGR. 

VOTAÇÃO
Durante o painel, os participantes da plateia apresentaram suas opiniões por votação eletrônica. Na visão de 41,1% deles, o mercado de caminhões em 2012 deverá recuar entre 10% e 15% em comparação ao ano anterior. Sobre a evolução nas vendas de modelos P7, 40,2% acreditam que ela será fraca até o meio do ano. Entre estes, 39,8% apostam que a retomada virá com o fim dos estoques de modelos Euro 3. A votação foi concluída com pergunta sobre a falta de planejamento na transição para a fase P7, em que 62,5% dos presentes atribuíram as dificuldades atuais à falta de uma política de incentivo, uma espécie de Finame Verde, para a aquisição dos modelos Euro 5.