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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Até R$ 650 mil: veja os maiores caminhões que rodam no País


Mesmo o caminhão sendo o principal meio de transporte de mercadorias no Brasil, as vendas de novos modelos ficaram praticamente estáveis em julho. Segundo dados da Fenabrave - associação que representa as concessionárias de veículos - as vendas de novos caminhões subiram apenas 0,14% no mês ante junho. Porém, na categoria de caminhões pesados, julho registrou 3.277 unidades vendidas, alta de 3,70% na comparação com junho.
Com as vendas em alta, o Terra levantou os maiores caminhões comercializados no País - veículos que chegam a 176 t na Capacidade Máxima de Tração (CMT) e têm valores iniciais que chegam até R$ 650 mil. Confira os maiores caminhões do Brasil:
1 - Iveco Trakker 410T48
O maior caminhão do País em capacidade de carga é o Trakker 4108T48, da montadora Iveco. O veículo pode transportar até 176 t em condições especiais. O motor que tira o modelo da inércia é de seis cilindros, que gera uma potência de 480 cv.
2 - Scania R 620 V8
A segunda colocação é ocupada pelo R 620 V8 da montadora Scania. O modelo possui CMT de 150 t, puxados por um motor de 16 l e oito cilindros em V. O preço inicial deste veículo é de R$ 650 mil.
3 - Mercedes-Benz Actros 4844 K
O terceiro lugar fica com o modelo da Mercedes-Benz. O Actros 4844 K tem capacidade para tracionar 123 t, com um motor que gera 435 cv de potência, mas em uma velocidade máxima de 79 km/h. O preço inicial do veículo também fica com o segundo lugar, com R$ 625 mil.
4 - Volvo FH 540
O caminhão da montadora sueca Volvo tem CMT de 100 t. Já o preço inicial do veículo é de R$ 508 mil. Segundo a Volvo, o eixo traseiro do veículo não possui redução nos cubos e é dotado de uma carcaça fundida, que permite um caminhão mais durável e com menor nível de ruído. Já o motor possui 6 cilindros, gerando até 540 cv de potência.
5 - MAN TGX 29.440
O caminhão da MAN é destinado ao transporte rodoviário de médias e longas distâncias e também indicado para o transporte de cargas de médias e altas densidades, informou a montadora. Ao todo, a CMT do modelo é de 80 t, sendo que o preço inicial é de R$ 422 mil.
6 - International 9800i
O caminhão da montadora americana International tem capacidade máxima de tração de 78 t. O veículo possui um motor Cummins ISM, de 11 l que gera 410 cv de potência. Já o preço é de R$ 440 mil iniciais.
7 - Sinotruk A7 460
A montadora chinesa afirma que o A7 460 é destinado ao transporte de longa distância com cargas pesadas. O caminhão possui CMT de cerca de 70 t, puxado por um motor quatro tempos e seis cilindros ¿ que gera 410 cv de potência. O preço do A7 460 é de R$ 340 mil iniciais.
8 - Ford Cargo 3133
O maior caminhão da montadora americana Ford é o 3133. O veículo, que custa a partir de R$ 298 mil, possui CMT de 63 t. O motor é Cummins Euro 5 ISL 8.9 l, de 6 cilindros e desenvolve 334 cv de potência.
FONTE: Terra 

domingo, 13 de maio de 2012

Antos: o novo caminhão da Mercedes-Benz


A família de caminhões Mercedes-Benz logo será estendida, com o lançamento do modelo Antos, desenvolvido para operações de curtas distâncias. A montadora, atualmente, já está testando o veículo, porém ainda de forma camuflada. O lançamento oficial deve ocorrer, em setembro, na feira Commercial Vehicle IAA, que acontece na cidade alemã de Hanover.
A empresa espera, com este lançamento, oferecer uma gama variada de soluções desenvolvida para as mais diversas aplicações de caminhões em um raio curto de operação.
Com o Antos, a fabricante focou em oferecer um veículo que seja fácil de operar tanto para o motorista quanto para o transportador, bem como se preocupou em desenvolver um caminhão eficiente. A marca ainda trouxe no design caraterísticas do padrão Mercedes-Benz, que remetem a outros modelos como Actros, embora as linhas da cabine demonstrem uma personalidade própria.

A cabine, que possui 2,3 metros de largura, estará disponível em duas versões: pequena (S) e média (M). A montadora promete que ambas oferecem bom acesso ao interior, ergonomia otimizada e itens de fácil manuseio.
O motor do novo modelo já está adequado ao padrão Euro VI e possui a tecnologia “Blue Efficiency Power". O propulsor, produzido na cidade alemã de Mannheim, foi lançado neste ano. Com um total de 13 categorias de potência, o Antos cobre a faixa de 238 a 510 cavalos. O novo veículo estará disponível em duas plataformas (baú ou cavalo), com 67 diferentes combinações de entre-eixos, com o espaçamento variando entre 2.650 e 6.700 mm. A novidade ainda inclui transmissão automática PowerShift e o opcional de segurança “Active Brake Assist”, sistema de frenagem que reage à obstáculos imóveis.
O Antos estará disponível em duas versões o Loader, para carga pesada, e Volumer, para o máximo de capacidade.
O alvo deste novo modelo é o transporte de commodities como comida, tendo como principal área de operação o setor de varejo. A empresa aposta ainda que a variada gama de potência de motores possibilitará, ao Antos, encarar as mais diversas topografias urbanas.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Coteminas é o maior frotista de Actros no Brasil


A Mercedes-Benz aproveitou a cerimônia de reinauguração de sua fábrica de Juiz de Fora (MG) (leia aqui) para apresentar o maior cliente do produto mais caro montado em Minas Gerais, o caminhão pesado Actros – que por enquanto chega desmontado da Alemanha e será gradativamente nacionalizado ao longo dos dois próximos anos. Com a compra de 86 unidades Euro 5 do modelo, a Coteminas (maior tecelagem do País) torna-se o maior frotista de Actros no Brasil. 
Segundo Pedro Garcia Bastos Neto, vice-presidente industrial da Coteminas, as negociações de compra começaram em março e boa parte será paga à vista. Cada Actros tem preço sugerido em torno de R$ 460 mil e não pode ser financiado pelo Finame, que desde abril tem taxa de 7,7% ao ano, porque a linha do BNDES só é oferecida para aquisição de caminhões com no mínimo 60% de índice de nacionalização (em peso e valor). “Não precisamos esperar pelas medidas do governo”, informou Bastos Neto, que também não usará o plano especial criado para o Actros pelo Banco Mercedes-Benz.
Os 86 Actros vão ampliar a frota própria de 100 caminhões rodoviários da Coteminas. Os veículos são usados para transporte de insumos (principalmente algodão) e trocas de materiais entre as cinco fábricas do grupo, e carregamentos das unidades de produção para os centros de distribuição espalhados pelo País. “Descobrimos que dominar a logística é algo essencial para o nosso negócio, porque também estamos atuando no varejo e precisamos distribuir os produtos por todos os Estados”, explicou Bastos Neto.
A Coteminas já manifestou intenção de comprar mais 44 Actros nos próximos meses. Segundo Bastos Neto, agora tudo é questão de negociação de preço. “Já pedimos a noiva em casamento, agora vamos ver se ela vai aceitar”, brincou o executivo. Como ficaram de 8% a 15% mais caros os caminhões Euro 5, que atendem à legislação de emissões Proconve P7 em vigor desde janeiro, quase todos os frotistas estão impondo duras negociações para obter descontos antes comprar esses veículos. 

Busca por Euro 3 derruba vendas de caminhões no primeiro quadrimestre


O mercado de veículos comerciais passa por um momento bastante delicado. A troca da tecnologia de controle de emissões do Euro 3 para o Euro 5, de acordo com regulamentação do Conama através do Proconve P7, aumentou o preço de caminhões entre 8% e 15%, fato que antecipou as vendas de veículos no fim de 2011. Contudo, no primeiro quadrimestre deste ano, o que se verifica é que os transportadores ainda buscam caminhões com motorização Euro 3.

De acordo com dados divulgados hoje pela Anfavea (Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores) o setor registrou queda de 8,1% (de 53.013 para 48.745) nos emplacamentos de caminhões na comparação do primeiro quadrimestre de 2012 com o mesmo período em 2011. As principais marcas do mercado tiveram redução de 5,5% a até 24,2% nas vendas. Entretanto, verificou-se crescimento de 599,4% (de 163 unidades entre janeiro e abril de 2011 para 1.140 até o fim do quarto mês de 2012) nas vendas de caminhões importados (Sinotruck, Foton e Towner, marcas cuja rede de revendas ainda têm caminhões Euro 3 em estoque).
Fabricantes que só possuem caminhões Euro 5 em estoque parecem encontrar grande dificuldades para vender estes produtos. A Scania, por exemplo, apresentou retração de 24,2% neste quadrimestre comparado com o mesmo período do ano passado. A companhia sueca deixou a vice-liderança do segmento de pesados após reduzir as vendas no setor em 27,7% (de 4.069 para 2.942). De forma geral, os pesados caíram 15,2% (de 16.350 para 13.871).
Entre os semipesados, a maior queda em porcentagem foi da Iveco, com 26,3% (de 1.488 para 1.097). A MAN Latin America teve a redução mais expressiva em números absolutos, caindo de 6.710 para 5.933. Neste segmento, a Volvo foi a única que apresentou crescimento, de 6,3%, após emplacar 1.583 caminhões semipesados em 2012 contra os 1.489 vendidos no ano passado. O setor caiu 9,3%, de 18.306 para 16.602.
Já os caminhões médios tiveram crescimento de 5,4% (de 4.222 em 2011 para 4.448 neste ano), puxado pela líder do segmento, a MAN, que vendeu 2.441 de janeiro a abril de 2012, 46 unidades a mais que em 2011, e pela Iveco, que entrou no setor com o Vertis e vendeu 485 veículos neste ano. A Mercedes-Benz faturou no período 200 veículos a menos, tendo expressiva queda de 23,1%.
O segmento de leves também apresentou redução entre janeiro e abril, de 6,6% (de 11.813 em 2011 para 11.034 neste ano), número que teve grande colaboração da Ford. Com queda de 21,2% (de 3.340 para 2.631) no emplacamento, a marca deixou a vice-liderança do setor para a Mercedes-Benz, que cresceu 7,3% (de 3.002 para 3.222).
Entre os semileves, novo crescimento. Depois de ter 3.322 emplacamentos entre janeiro e abril de 2011, o setor observou um aumento para 2.790 unidades faturadas no mesmo período de 2012. Aqui, de acordo com dados da Anfavea, as marcas importadas foram as grandes responsáveis pela alta, pois venderam 722 unidades no ano, contra nenhuma vendida em 2011.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Caminhões e ônibus: estratégias mantidas


Oscilações mercadológicas e industriais não mudaram em nada as estratégias de compras dos principais fabricantes de veículos pesados no Brasil para este ano. Eles compareceram ao III Fórum da Indústria Automobilística, no Golden Hall do WTC, nesta segunda-feira, 9, em São Paulo (SP). O planejamento (desenhado no ano passado e que já previa queda acentuada nas vendas neste início de ano) está mantido, segundo representantes da área de compras das montadoras com atuação nacional, que projetam para este ano mercado similar ao de 2010, com retração de 15% ante 2011. 


Apesar da manutenção das estratégias, o clima não é tão calmo como parece e diversas negociações com foco na redução de preços dos fornecedores ocorrem de forma intensa em toda a cadeia. “Se eles não baixarem os preços ficará difícil comercializar um produto até 20% mais caro como o Euro 5. E, se não vendo, também não compro. O mais importante é que os fornecedores entenderam a necessidade do momento e já trabalham em inovações e soluções que nos permitam equilibrar o jogo”, afirma Douglas Sartori, da área de compras da Agrale. 


Na visão de Jefferson Manecolo, da Mercedes-Benz, o grande gargalo está na forma como os fornecedores tier 2 fazem a gestão de seus negócios. “É preciso um amadurecimento nesse sentido”, cobra o executivo. De acordo ele, nada foi alterado no esquema de compras da companhia e as aquisições continuam respeitando prazo de três meses de antecedência. A única diferença fica por conta da mudança no mix de produção, com os modelos Euro 5 representando, hoje, 80%. 
Na Volvo, entretanto, o enfraquecimento do mercado já começa a modificar a programação. “Em virtude dessa queda um pouco mais elevada do que a esperada, estamos segurando um pouco as compras de determinados componentes. Mas acredito que o cenário deva se normalizar a partir do segundo semestre e teremos um ano dentro do esperado”, explica Dalton Abdalla, da Volvo. Para o executivo, a falta de investimento na cadeia de suprimentos, cujo nível de automação ainda é bastante baixo, dificulta as ações em momento como o atual. “O aporte em tecnologia e inovação por parte dessas empresas é muito abaixo do ideal. Temos de mudar essa situação para que a competitividade não vá embora.” 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mercedes-Benz leva linha 2012 ao Campo


Quem passar pela 11ª edição da Tecnoshow poderá conhecer os novos caminhões da linha 2012 da Mercedes-Benz. A montadora está presente, em parceria com o concessionário Rodobens Caminhões Cirasa, na feira, que acontece em Rio Verde, em Goiás, no Centro Tecnológico COMIGO (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano). O evento, que se iniciou nesta segunda-feira, 9, vai até sexta, 13.
A empresa visa, com esta exposição, mostrar as vantagens dos caminhões da nova linha em aplicações agrícolas. “Devido a sua ampla capacidade de carga e à robustez e resistência para encarar o trabalho pesado, atributos essenciais na atividade rural, os nossos caminhões asseguram produtividade para os produtores rurais”, afirma Tânia Silvestri, diretora de Vendas e Marketing Caminhões da montadora no Brasil. “Além disso, propiciam baixo consumo de diesel e reduzido custo operacional, o que resulta em maior rentabilidade para os clientes”.

No estande Mercedes-Benz, na feira, estarão expostos o caminhão leve Accelo 815, o semipesado Atego 2429 e os extrapesados Axor 2644 e Actros 2646. Assim, os interessados poderão conhecer a linha da marca para diferentes aplicações. Somado a isso, a marca também mostrará os seus produtos de pós-vendas.
A feira possui 400 expositores, que oferecem novidades ligadas a tecnologias, produtos, equipamentos e experimentos voltados ao setor rural. A expectativa é que 70 mil pessoas passem pelo evento nesta edição.