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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Veja 5 dicas para economizar combustível e estender a vida útil do caminhão


Saber conduzir um caminhão pelas perigosas estradas brasileiras não é o suficiente. Cada vez mais as transportadoras buscam profissionais qualificados, capazes de tirar o melhor de cada veículo – economizando combustível e garantindo a manutenção adequada.
Quem tem o próprio caminhão precisa se preocupar ainda mais com os detalhes e hábitos de direção, afinal está conduzindo um investimento sobre rodas. Dirigir da maneira correta exige conhecimento e treinamento, mas só traz benefícios.
Confira algumas dicas para dirigir de maneira mais eficiente, economizando diesel e estendendo a vida útil do caminhão:


Não andar na banguela 
Dirigir em declives com o veículo desengatado, em ponto morto, é o hábito mais comum e mais equivocado na direção, além de ser contra a lei. “Andar na banguela não se justifica de forma nenhuma”, afirma Eduardo Staggemeier, instrutor do Sest Senat de Santa Maria (RS). Segundo ele, ao contrário do que se imagina, o veículo desengatado fica no regime de marcha lenta, gastando combustível. De acordo com Carlos Souza, supervisor de Help Desk Técnico da Iveco, no caso de motores a diesel, com a marcha engatada, o consumo é zero, pois o próprio peso da carreta faz o sistema de combustível entrar em corte, ou débito zero de consumo. Além disso, na banguela a caixa de transmissão não recebe a lubrificação correta, podendo ser danificada, e o caminhão engatado adere melhor ao solo, dando maior segurança.

Não cambiar em altas rotações
A maioria dos caminhões novos tem no tacômetro, o popular conta-giros, uma faixa verde, que indica a rotação ideal do motor para a troca de marchas. Ele serve de guia para evitar acelerações desnecessárias nas trocas de marcha, uma das principais formas de desperdiçar combustível. “Dentro dessa faixa, é possível o motorista trabalhar sem prejuízos, tendo o torque necessário sem perder velocidade e tendo economia”, explica Staggemeier. Manter o giro constante e a mínima pressão no acelerador diminuem a necessidade de trocas de marchas, ajudando a explorar ao máximo a faixa de maior torque do motor.

Não pisar duplamente na embreagem
A famosa dupla debreagem, popular em caminhões antigos, quando a transmissão era do tipo “caixa seca”, perdeu o sentido. O ato consiste em pisar duas vezes na embreagem durante as trocas de marcha, acelerando nos intervalos. É um hábito que, em caminhões novos, não tem justificativa, pois pisando uma vez o veículo já estará debreado, e as acelerações são mais uma maneira de desperdiçar combustível. Para Carlos Souza, está entre os hábitos de maior desperdício desnecessário de diesel.

Não trafegar com excesso de peso 
Além de ser um hábito contra as leis de trânsito, o excesso de peso prejudica a manutenção do caminhão como um todo, principalmente dos pneus. Para puxar uma carga mais pesada, o consumo será invariavelmente maior, pois vai exigir mais força do motor. “O excesso de peso vai determinar que o motor funcione sempre em regime mais alto, fora da área verde do tacômetro”, diz Staggemeier.

Manter a pressão correta dos pneus
Segundo um estudo da fabricante Goodyear, somente a manutenção da pressão correta dos pneus influencia em até 30% no desempenho. Para Rogério Matheus, master driver – espécie de piloto de testes – da Scania, a manutenção geral do veículo é princípio básico para a economia. “Muitos querem apenas ganhar o frete, mas esquecem de coisas básicas, como checar o óleo, líquidos de arrefecimento e, principalmente, os pneus. Pneus descalibrados são o suficiente para diminuir bastante a média”, alerta.
FONTE: Terra

1300 postos BR já possuem diesel S-50, e Petrobras Distribuidora inicia campanha de divulgação


Nas próximas semanas a Petrobras Distribuidora iniciará uma nova campanha divulgando a rede de postos que já disponibilizam o diesel S-50. Com 1300 pontos, o novo combustível pode ser encontrado a, no máximo, cada 400 km de rodagem pelo território do Brasil. No entanto, esta rede vai além.
Em entrevista ao Brasil Caminhoneiro, Isaac Cerqueira da Cruz, Gerente de Marketing da Petrobras Distribuidora, fez questão de destacar que a distância de 400 km não é um padrão definido. “Na realidade você pode ter postos que estão localizados a 20 km do próximo, 30 km, 100 km, 200 km”, afirmou.
A intenção deste anúncio é mostrar que a distribuidora segue trabalhando para ampliar a oferta do S-50 e diminuir cada vez mais as suspeitas e receios que caminhoneiros e frotistas possuem de investir em um veículos com motorização Euro 5. “Todos os dias há negociações para ampliarmos estas instalações. É um trabalho que é feito há mais de um ano para este momento, com a negociação que culminou com este anuncio”, revelou.

“Nossa ideia é que os postos atendam à legislação vigente. Hoje não há a obrigação, mas a empresa entende que os postos precisam do S-50″, destacou o gerente, que foi concluiu. “Em breve todos os postos terão o S-50. O diesel padrão de hoje irá parar de ser fabricado. Vamos nos antecipar aos prazos limites dados pelo governo, e assim vamos proceder para os próximos avanços tecnológicos.”. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

VW 24.280 dispensa Arla 32, atende Euro 5 e mantém as características essenciais de um campeão de vendas


Enquanto todos os caminhões com motorização Euro 5 têm a dura missão de convencer os clientes que possuem vantagens econômicas além das ecológicas, o VW Constellation 24.280 Advantech 6×2, sucessor do caminhão mais vendido do Brasil, o VW Constellation 24.250 6×2, está com a vida bem mais tranquila. O pessoal de engenharia da MAN Latin America, inteligentemente, procurou não mexer muito nas características do campeão e, com uma boa dose de ousadia, resolveu dotar o caminhão com o sistema EGR (normalmente utilizado em furgões e vans).
Aliás, a MAN é a única fabricante que oferece caminhões Euro 5, acima de oito toneladas, que dispensa o tanque de Arla 32. E isso não é pouca coisa, especialmente em um mercado onde, no momento, o que não faltam são dúvidas sobre a nova tecnologia SCR. Acredito que não seja necessário explicar que o sistema EGR não usa o Arla 32 mas não pode prescindir do diesel S-50 para cumprir as metas de emissão estabelecidas pelo Proconve P7.
Quando você bascula a cabina do VW 24.280 o que salta aos olhos é o novo motor com o logo MAN, batizado de D08 de 6,7 litros, seis cilindros e potência aumentada para 271 cv. Há espaço para recirculação dos gases e o bicho ficou mais robusto com dois turbocompressores e sistema de injeção Common Rail.
No primeiro trimestre deste ano o VW 24.250, Euro 3, ainda foi o caminhão mais vendido do mercado. Só em março foram 1.095 unidades comercializadas. Mas o sucessor do campeão pega o bastão com o pé direito e seis unidades já estão rodando na distribuição de bebidas para um cliente do porte da Coca-Cola.
Dentro da cabine, na hora de dirigir, é possível entender porque o sucesso de vendas deste caminhão também está relacionado a algo que engenheiro não costuma dizer, mas os caminhoneiros apreciam: simplicidade. O painel de instrumentos é novo, mas não ficou muito distinto do painel do modelo anterior. São muitas novas funções, em razão das medições eletrônicas do novo sistema EGR, mas as informações permitem entendimento rápido e amigável. E isto é tão importante para o condutor quanto para a saúde do equipamento.
No teste prestamos atenção no que realmente mais interessa aos caminhoneiros: indicador de seleção de marcha, consumo de combustível, rotação do motor, nível de combustível, consumo instantâneo de combustível, horímetro, nível de óleo do motor, temperatura do óleo do motor e, ao centro, o pequeno display do computador de bordo. Batendo os olhos é possível saber, rapidamente, marcha, velocidade ou alerta de alguma falha no veículo.
A tocada merece elogio. O VW 24.280, com a nova transmissão ZF, de nove velocidades, possui proteção contra erros de operação (não permite, por exemplo, que você engate uma marcha não condizente com a rotação do motor). Tentamos forçar uma barbeiragem do tipo: sair de uma nona marcha e engatar uma quarta a 60 km por hora. O que, por certo, causaria danos ao motor e nas engrenagens. A alavanca se posiciona mas assim que você tira o pé do pedal de embreagem o sistema de transmissão ignora o movimento errado e mantém a nona marcha.
Na condução normal, e mesmo naquelas acelerada mais forte, as trocas são macias, e curtas, o que proporciona bastante conforto ao motorista. A cavalaria do motor MAN, quando solicitada, com o pé no acelerador, responde muito bem e o ataque do torque de 1050 Nm proporciona faixa plana mais elástica o que reflete imediatamente em melhor aproveitamento do combustível. Traduzindo: mais economia.
O caminhão responde segura e confortavelmente bem, em grande faixa reta, velocidade constante de 70 km/h com rotação baixa e econômica na faixa verde. E na hora de uma ultrapassagem, a redução é precisa, engate macio e, com leve pressão do pé no acelerador, é suficiente para subir o giro e o motor enche rapidamente entregando real sensação de potência a quem está ao volante.
Com dez toneladas de lastro enfrentamos boas rampas em aclive com total tranquilidade, a estabilidade em curva permite segurança confiável e, nas descidas mais acentuadas, o freio motor no cabeçote, com potência de 200 cv, mantém firme o caminhão a baixas velocidades sem necessidade daquele aperreio de ficar cutucando o pé no pedal do freio.
O Volkswagen Constellation 24.280, da linha Advantech, tem o DNA do campeão de vendas de seu antecessor, com melhorias técnicas eficientes, mas simples, cujo principal objetivo é mantê-lo na liderança do segmento. O fato de usar o sistema EGR em vez do SCR é demonstração clara do velho e sábio ditado “em time que está ganhando não se mexe”. No caso do VW 24.280 foi preciso mexer, é claro, por força da lei, mas mexeram pouco, bem pouco! O que, neste caso, é uma grande vantagem!

terça-feira, 10 de abril de 2012

A importância da adequação de entre-eixos


A correta distribuição de carga nos eixos de um veiculo é essencial para uma viagem segura e econômica. Sempre que o veículo sofre alguma alteração seja em instalação de eixos ou de um novo modelo de implemento é necessário efetuar o cálculo para definição da distância de entre eixos ideal para que o peso seja distribuído dentro da conformidade da legislação (Lei da balança – Resolução 210 Contran).
Utilizando como exemplo um veículo com a configuração 6×2, no qual será instalado mais um eixo direcional tornando assim um veiculo 8×2, o caminhão tem um centro de gravidade em uma certa posição e ao instalar o segundo eixo direcional essa posição do centro de gravidade (g) é alterada, geralmente um pouco mais para a parte traseira, se não for feito o cálculo da distribuição de carga os eixos traseiros irão passar a ter um excesso de carga. Esse estudo precisa ser feito por pessoas especializadas, caso contrário o veículo poderá ter problemas também nos eixos dianteiros.
Se o estudo for feito e a adequação de entre eixos serguir corretamente as diretrizes, o veículo quando totalmente carregado terá seu centro de gravidade distribuido corretamente pelo peso da carga nos eixos do veículo de acordo com a Lei da Balança.
Veículo 1 – excesso de peso no conjunto de eixos traseiros, ocorrência natural pela não execução do cálculo e não reposicionamento dos eixos.

Veículo 2 – Distância de entre-eixos feita corretamente gerando uma perfeita distribuição do peso por todos os eixos do caminhão.

Entre as complicações geradas pela má distribuição de carga podemos ressaltar:

- Multas por excesso na balança;

- Desgaste prematuro de pneus, componentes de freio e suspensão;

- Comprometimento da estabilidade; 

- Consumo elevado de combustível.

Portanto a cada alteração de quantidade de eixos e modelo do implemento é imprescindível fazer o cálculo para distribuição de carga e se necessário o alongamento ou encurtamento do caminhão. A BMB se preocupa em fazer para cada nova solicitação esse estudo que só ira gerar ganhos para o cliente final, sanando dúvidas e possíveis problemas futuros.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Rodízio de pneus: por que é importante realizar este procedimento




O pneu é um dos componentes mais importantes do caminhão. São os pneus que suportam o peso do veículo e sua carga e fazem o contato com o solo. Eles transformam a força do motor em tração e são responsáveis pela eficiência da frenagem e da estabilidade nas curvas. Por isso, é necessário realizar manutenção preventiva, a fim de garantir sua durabilidade e a segurança do motorista.
Um dos procedimentos de manutenção dos pneus é o rodízio. Este revezamento, que consiste na troca de posição entre os pneus, tem como objetivo evitar o desgaste irregular, fazendo com que ele aconteça de maneira mais uniforme, o que prolonga sua vida útil. O rodízio tende a equilibrar o desgaste dos pneus, equalizando seu desempenho em termos de dirigibilidade e frenagem.
A periodicidade deste procedimento deve ser definida em função de fatores operacionais e das práticas de manutenção do usuário. Quanto mais frequente, maiores serão os benefícios para a vida útil do pneu. Porém, isso gera aumento de custos de manutenção e cada usuário deve determinar a frequência que lhe dê um melhor custo-benefício.
Quando esse revezamento não acontece, além de ocorrer um desgaste irregular que evolui e reduz a vida útil do pneu, outros prejuízos podem ser gerados. O aumento do consumo de combustível e outros inconvenientes que possam afetar o desgaste dos componentes de suspensão, gerando vibrações no volante e no veículo, o que compromete a dirigibilidade, são exemplos do que pode ser resultado da falta desta manutenção.
Entretanto, é preciso atenção para algumas situações. Veículos de carga utilizam pneus reformados nos eixos traseiros ou de reboque, os quais não podem ser utilizados na dianteira por força de lei. Em outros casos, os pneus do eixo de tração são de desenho específico para esta posição e o rodízio só poderá ser feito mantendo os pneus no mesmo eixo. Outra situação ainda é a de pneus que rodam no eixo direcional e apresentam desgaste irregular e são colocados nas posições de tração ou reboque para corrigir esta situação, buscando postergar sua retirada.
O rodízio dos pneus faz parte de um conjunto de medidas que devem ser tomadas para prolongar sua vida útil, reduzir o consumo de combustível e garantir a segurança do usuário. Além do revezamento, motoristas e frotistas devem estar sempre atentos à pressão de inflação, utilizando o valor adequado de acordo com a carga transportada, verificar a condição das rodas e das válvulas de ar e realizar alinhamento tanto das rodas quanto da direção.